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CRIATIVIDADE E UNIÃO

A atual situação econômica brasileira vem causando preocupações e prejuízos a toda parcela da população. Empregados ou empresários, todos estão preocupados com os rumos do país. Em Ubá, a realidade não é muito diferente do que ocorre no restante do país. 

De acordo com a edição Brasil do periódico espanhol El País, no ano passado a microrregião do polo moveleiro de Ubá registrou mais de 1.500 demissões de funcionários. As consequências também foram sentidas no comércio, que dispensou cerca de 2.400 trabalhadores, e influenciaram nos investimentos da administração pública, que registrou cortes equivalentes a 40% do orçamento total.

Presidente da ACIUBA, Miguel Arcanjo de Paula lamente a crise, lembrando que ela afeta não só o município, mas todo o Brasil, de modo geral. Ele frisa que os efeitos na Cidade Carinho são sentidos além da indústria moveleira.
“Todos os segmentos tiveram consequências em relação à crise. É bom deixar claro que não foi o polo moveleiro que 'quebrou', pelo contrário, ele apenas está passando por um momento de dificuldades, assim como o comércio”, salienta Miguel.

Para Áureo Calçado Barbosa, presidente do Intersind e vice-presidente da ACIUBA, esse é um momento “extremamente perigoso” por conta do retrocesso econômico e desindustrialização. Entretanto, ele, que também é empresário, afirma que há saídas para amenizar o impacto da crise. Usar a criatividade, investindo em novos produtos e soluções, é uma delas. Mas o estímulo maior deve ser de união entre empresários e colaboradores.
“É nosso plano estimular que demais empresas se juntem ao Intersind. Enquanto empresários, temos que nos unir mais em torno de um mesmo propósito de convergência de estratégias que nos fortaleçam como grupo econômico. O individualismo não tem mais espaço para o sucesso”, salienta Áureo, lembra que o número de filiados no sindicato ainda é muito baixo – cerca de 90 empresas em um polo que registra 300 industrias.

Setor industrial

Segundo o Sindicato moveleiro local, nos últimos dois anos, doze empresas fecharam as portas na região. Dados do Ministério do Trabalho mostram também que 2.227 vagas do setor foram extintas na microrregião, totalizando redução média em torno de 15% do total de colaboradores.
Mesmo enfrentando um cenário desestimulante e assombroso, o presidente do Intersind acredita que as indústrias locais estarão prontas para retomar bons números quando a crise se for. Tudo fruto de investimento em tecnologia da ponta e preparação de mão-de-obra, trabalho que está sendo feito há cinco anos. 
“Estamos preparados com competência e capacidade produtiva para esta tão sonhada retomada imediata do mercado. Poderemos atender a demanda que virá por aí, tão logo se resolva esse impasse político”, finalizou.

Jornal ACIUBÁ

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Edição 137.